Quando minhas meninas eram menores, ouvi uma mãe na escola dizer que era contra vacina. Em nome da amizade, fiquei calada. Mas pensei: você é contra porque acredita que os outros pais sejam a favor. Não posso imaginar que alguém que tenha filhos saudáveis e a prevenção de doenças disponível possa ser contra. O raciocínio é complexo demais para mim.
Bom, contra ou a favor, a questão é que doenças, que imaginávamos estar erradicadas, como o sarampo, deram o ar da graça no último ano. E o risco de este vírus, altamente contagioso, se espalhar é grande. Não adianta acreditar que ele fica estacionado em Roraima, por exemplo. As pessoas viajam, as doenças circulam. Todos correm o risco de uma infecção. Todos que não estiverem vacinados.
Também não podemos deixar de dar esta ou outra vacina porque não vemos casos da doença. Não é porque não vemos que ela não existe. O sarampo está aí como prova.
E, por fim, vacina não é coisa de bebê ou de idoso. Os calendários são amplos e atualizados com frequência em função das evidências científicas. Na dúvida se sua filha está em dia ou não, converse com o médico e considere vacinar (novamente). Precaução nunca é demais.
Ah, e se tiver disposição, convença amigos não vacinados a vacinar.
Veja as vacinas necessárias para um adolescente saudável:
- Sarampo, caxumba e rubéola: 2 doses na vida (intervalo de 1 mês)
- HPV: 2 doses para menores de 15 anos, 3 doses para maiores de 15 anos
- Influenza (gripe): anualmente
- Febre amarela: 1 dose na vida
- Meningite B: duas doses com intervalo de 1 a 2 meses
- Meningite ACWY: 2 doses com intervalo de 5 anos
- Hepatite A: 2 doses na vida
- Hepatite B: 3 doses na vida
- Coqueluche, tétano e difteria: 1 dose a cada 10 anos
- Varicela: 2 doses com intervalo de 2 meses
Fonte: Renato de Ávila Kfouri, pediatra e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.
13 fatos importantes sobre a vacina contra o HPV.
Atualizado em 29/05/2019.