Vida de Menina

Adolescência e a eterna busca pela recompensa imediata

Vou escrever aqui o que repito para mim todos os dias: Não fique brava ao pegar sua filha conversando no Whatsapp, quando ela deveria estar estudando. A recompensa rápida que o aplicativo proporciona é simplesmente irresistível para ela – e para toda sua geração.

Um estudo realizado pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, comprovou o que nós já percebíamos no cotidiano com adolescentes: eles são muito mais sensíveis a efeitos imediatos e recompensas rápidas do que nós adultos.

Diante disso, a resposta de um amigo, um meme ou uma piada dão muito mais prazer – aqui e agora – do que a recompensa obtida no longo prazo ao estudar, por exemplo.

De acordo com os cientistas responsáveis pelo trabalho, mesmo que o assunto não siga interessante para o adolescente, o efeito que causou inicialmente – alegria, empolgação, emoção – dura mais do que em adultos. Em contrapartida, a capacidade de os jovens ajustarem o comportamento é pequena e lenta. Basta ver que eles seguem fazendo graça mesmo quando a ‘plateia’ para de rir.

Pesquisadores do cérebro humano sempre acreditaram que o comportamento impulsivo e a tendência a tomar decisões erradas e a entrar em situações de risco típicos da adolescência estivessem associados ao fato de o lobo frontal ainda não estar totalmente desenvolvido.

Os psiquiatras da Universidade de Iowa, no entanto, levantaram a hipótese de algo mais primitivo, e não tão elaborado como o pensamento e o planejamento. Talvez, o comportamento seria provocado mais pela recompensa imediata do que pelo desenvolvimento físico.

Conclusão (que também já ouvimos antes): não adianta tirar eletrônicos da vida deles, nosso papel é ajudá-los a dividir a concentração e aumentar a capacidade de controlar os impulsos.

Redes sociais: será que tudo que ela escreve poderia ser dito no pátio da escola?

Atualizado em 18/03/2019.