A primeira balada de uma adolescente

Então chegou o dia da primeira balada noturna da minha filha adolescente. Foi ontem. Ela passou o dia na expectativa. Passou o dia agarrada no Whattsapp com as amigas. Fez as unhas. Experimentou todas as roupas do guarda-roupa. Escolheu uma. Mandou WhatsApp para as amigas. Trocou de roupa 9 vezes. Ligou para as amigas para saber como cada uma iria. Mandou mais mensagens no Whattsapp. Lavou o cabelo. Escovou os dentes. Pediu minha base emprestada. Passou perfume francês. Conferiu três vezes se os convites estavam na bolsa. Mãe, cadê meu RG? Contou o dinheiro. Respondeu mensagens no Whattsapp. Pediu para eu estar pronta para levá-la às 18 horas. Eu estava. Ela estava. As amigas, que eu deveria buscar, não estavam. Sentamos. Esperamos o sinal verde das amigas. 18:17. Partimos, festa!

Ufa! Foi um dia de excitação, de frio na barriga com a primeira baladinha, com música ao vivo, com pessoas diferentes, com a ausência de pais. (Em tempo, a festa contava com seguranças e regras claras: quem for pego com cigarro ou bebida é expulso e só adolescentes entre 12 e 17 anos entram.)

Deixei quatro adolescentes na porta. Perfumadas, lindas, felizes, jovens! Fiquei um pouquinho emocionada ao ver minha filha entrando nessa fase/festa tão divertida, tão alegre, tão cheia de descobertas. Fiquei um pouquinho tensa de ver que ali começava um mundo do qual eu não faria parte o tempo todo, do qual eu não saberia tudo. E é natural e saudável que seja assim. Ela não vai contar tudo sempre. Vai editar o que achar necessário. Vai esconder o que achar necessário. A vida é assim. Foi para mim. Será para ela.

22 horas. Fim de festa. Outra mãe foi buscá-las. Olhei o relógio uma vez, imaginando se já estavam no carro, se já estavam na casa da amiga. 22:02. O telefone toca. Era ela. Feliz, realizada. Queria contar da festa. Contar quem encontrou, o que fez, o que dançou. Contou do paquerinha. Mandou beijos, disse que me amava.

Ah, a primeira baladinha foi linda! Filha e mãe passam bem.

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Mineira de Belo Horizonte, jornalista, mãe de duas meninas de 12 e 15 e um menino de 9 anos. Criadora e editora do blog Vida de Menina.

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