nem toda grosseria é bullying

Nem toda grosseria é bullying

Há algum tempo, o termo bullying entrou na moda e virou diagnóstico para toda falta de educação, de cortesia e de gentileza. Uma canseira! O fato é que nem toda grosseria é bullying. Nem toda imaturidade é bullying. Nem toda atitude insensível é bullying. Bullying, um comportamento indesejado e agressivo, que se repete e tem um desequilíbrio de poder, é outra coisa. E, é grave, perigoso e exige atenção.

Como mãe de três, já passei por algumas situações que me fizeram pensar no significado do termo. Após tirar a raiva e o julgamento da frente, vejo que muitas vezes a cena era apenas dois adolescentes ou duas crianças em desacordo, lutando por espaço. Em outras ocasiões, foi necessário intervir, conversar e aconselhar. Mas antes de entrar com tudo, é fundamental entender o conceito de bullying e saber diferenciá-lo de falta de educação. Isso nos ajuda até a enxergar as ações e as reações dos nossos filhos sem o filtro da mamãe. Afinal, será que o nosso filho é sempre o injustiçado? Ha! Nem sempre.

Recentemente, na escola da minha filha, uns meninos praticaram bullying contra um grupo de meninas. Sistematicamente, xingavam, agrediam e, surfando na falsa ideia de superioridade, ameaçavam. As meninas pediram ajuda a pais e professores. A escola abraçou a causa e está em cima do problema. Estas meninas precisaram de ajuda. A situação era o clássico bullying. Nem sempre, no entanto, a intervenção precisa acontecer.

Durante toda a vida, nossos filhos vão lidar com injustiças, grosserias e situações de agressividade – seja na escola, no clube, no trabalho. A forma como enfrentarão esses desafios e encontrarão soluções eficientes é o que vai torna-los adultos seguros e felizes. Taxar tudo como bullying os coloca na posição de vítimas, como pessoas frágeis, que precisam de ajuda para sair do buraco. Isso não fortalece nem capacita ninguém. Resiliência também não se desenvolve assim. Tento enxergar o comportamento deles – e o meu – para que tenhamos discernimento em situações problemáticas.

ENTENDA O QUE É BULLYING
Para que o comportamento agressivo seja considerado bullying, de acordo com o site americano Stopbullying.gov,  ele deve incluir:
– Um desequilíbrio de poder: quem faz bullying aproveita de sua força física, popularidade, acesso a informações íntimas para controlar ou ofender o outro.
– Repetição: o comportamento acontece com frequência ou, ao menos, mais de uma vez.
– Episódios de agressão física ou verbal, ameaças, boatos e exclusão proposital de alguém em um determinado grupo.

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Mineira de Belo Horizonte, jornalista, mãe de duas meninas de 12 e 15 e um menino de 9 anos. Criadora e editora do blog Vida de Menina.

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