como lidar com um pré-adolescente

6 dicas de como lidar com um pré-adolescente

Sempre ouvi que a adolescência é um filme de terror para os pais e que eu precisaria me preparar para anos longos, duros, ásperos dentro de casa. Estava esperando por eles. O que ninguém me disse foi que a pré-adolescência poderia ser tão ou mais dura e áspera e que bateria na minha porta e na minha cara com força total! Foi bem assim… num belo dia, me vi com essa história acontecendo dentro de casa. Demorei a me situar. Demorei a perceber que eu não era a inimiga da minha filha, que não estava sendo bombardeada propositalmente e, o mais importante, que o cenário poderia ser diferente se eu me empenhasse. Demorei a entender que eu precisava aprender como lidar com um pré-adolescente.

No meio de tantas brigas, dúvidas e questionamentos, vi o quanto um pré-adolescente precisa da firmeza e da presença dos pais e me encantei pelo desafio de sobreviver a esta fase. Mergulhei de verdade neste universo para conseguir me relacionar com minhas filhas à altura da maturidade e perspicácia que elas já têm. Desta imersão, levantei algumas dicas que me ajudaram a respirar em momentos tensos. Listo elas aqui para você e para mim também, pois ainda estou nesta caminhada.

– OS ATAQUES NÃO SÃO CONTRA VOCÊ
Este é um período de transição. A criança quer e precisa se impor e se estabelecer como um indivíduo. Muitas vezes, nem ela mesma sabe como lidar com tantas mudanças e vontades. Se distanciar dos pais para se definir é absolutamente normal. Ela vai querer passar mais tempo com os amigos, vai ter segredos e vai implicar com a sua curiosidade. Você pode encarar o comportamento como uma verdadeira rejeição. Dói e incomoda. Mas não é pessoal. A criança precisa desse espaço.

– PASSE TEMPO COM SEU FILHO
Pré-adolescentes tendem a ser monossilábicos. Respondem ‘sim’, ‘não’, ‘tanto faz’, ‘pode ser’ e concluem a maioria dos assuntos. Raramente contam casos longos e detalhados, principalmente se isso significa expor os amigos. Para diminuir este espaço entre vocês, abra sua agenda para ele. Você não precisa passar o dia com um jovem a tiracolo. Mais importante que estar presente é estar disponível. Portanto, o tempo pode ser curto. Uma hora por semana, duas no máximo, em que você consiga desligar o whattsapp e, quem sabe, até encarar um silêncio a dois, pode ser transformador.

– NÃO JULGUE TANTO
Tudo que você fizer ou disser perto de um pré-adolescente poderá ser usado contra você. Cada palavra que sair da sua boca será analisada. Cada olhar que você lançar será avaliado. E cada crítica que você fizer a outros jovens, filhos de amigos, amigos do clube ou colegas da escola será assimilada como uma facada pelas costas. Seu filho certamente acredita que cada comentário é uma indireta ou uma espetada. O resultado é ruim: ele se afastará de você e, certamente, levará os amigos junto.

– TENTE ENTENDER O UNIVERSO DELE
Você pode até ignorar Justin Bieber, Teen Wolf e as meias Stance agora. Mas não se iluda que na adolescência, seu filho vai compartilhar vivências, digamos, mais intensas com você. A comunicação é um canal construído diariamente e cabe a nós mergulhar no universo deles. Mostre interesse verdadeiro por aquilo que o encanta agora. Assista a séries juntos, conheça os ídolos, fique por dentro das modinhas. Assim você amplia seu repertório e mantém um canal aberto para quando assuntos espinhosos surgirem. E eles irão surgir!

– AGUENTE O TRANCO
Muitas vezes, você realmente não terá resposta, não terá explicação, não terá argumentos científicos. Mas você tem o que há de mais importante: coração de mãe. Quando sentimos que algo está errado ou quando assumimos um não, precisamos fazê-lo com firmeza, com certeza. E se estivermos erradas, precisamos errar com segurança – ainda que no futuro voltemos atrás. Um pré-adolescente precisa, pede e quer segurança. Então, mesmo quando for desafiada e questionada, mantenha a linha. Ouça seu feeling.

– FINJA SER SURDA
A questão é que não há como rebater todas as contestações do seu pré-adolescente. Assim como você não conseguirá atender todas as demandas. Para ele, a discussão só chegará ao fim se ele for o vencedor e os argumentos para alcançar a vitória, muitas vezes, são irracionais. Para não fazer da sua casa um campo de guerra, quando achar conveniente, saia de cena. E… finja não ouvir os gritos, as batidas de portas, os choros.

Sua filha implica com tudo e todos? Acha os professores chaaaatos? Você não está sozinha. Leia mais aqui.

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Mineira de Belo Horizonte, jornalista, mãe de duas meninas de 12 e 15 e um menino de 9 anos. Criadora e editora do blog Vida de Menina.

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